era exactamente o mesmo aperto, igual ao da primeira vez em que a fui deixá-la à escola. a mesma, a sensação de a acompanhar num novo passo, e em tudo semelhante a comoção de a ver com pés para andar sozinha.achei que ia chorar, cheguei mesmo a ameaçar, mas passou logo. não sei se por a ver crescida - quase tão alta como eu, mochila às costas, olhos secos, um caminhar firme e seguro rumo ao check-in - se por eu própria ter crescido e amadurecido a mãe-galinha-mariquinhas-pé-de-salsa que há em mim.
primeira filha, a Francisca apanhou com a estreia da minha maternidade, com as primeiras vezes todas, com muito ranho e muitas lágrimas, com inseguranças várias e milhentas ansiedades. mas hoje, no aeroporto, e depois de um longo abraço - que terá de durar três meses - senti a liberdade de ser mãe sem possuir, sem sofrer de galinhice, sem ter medo de falhar, sem ansiar sequer que seja rápido o regresso, para não morrer de saudades. a geografia dos afectos não se pauta por distâncias e os quilómetros que separam Lisboa do Sul de Itália são, afinal, meros exercícios de mapa. aqui ou lá, é aqui que ela está sempre. aqui dentro, bella♥, bella♥, aninhada no meu peito e embalada pela vida.
tlim, tlim... e acabei de receber agora mesmo uma mensagem: 'on the airplane ,, not flyin' yet ]]. 'voar tambèm è sö andar , ir tambèm è sö fugir' . baci * '











